29 janeiro, 2007

Irra! com dois erres mesmo

Fui ao velório do pai de uma grande amiga minha hoje à tarde. E enrustei mais um pouco da minha cólera para poder despejá-la nesse, que é o espaço mais apropriado. Conheço essa amiga há mais de 12 anos, e pude conviver com seu pai, João, em algumas oportunidades. No último ano estive em suas casas em Joinville e em Penha, viajei pela 101 com ele, além de ter me sentado à mesa com toda a sua família. Por isso, me senti muito à vontade para confirmar minha presença no seu velório e no seu enterro, enfim, na sua despedida. Lá chegando, encontrei a capela mortuária lotada. Até aí, tudo bem. Porém, vendo a movimentação, comecei a me inteirar sobre a identidade das pessoas que lá estavam. E a partir daí cresceu a minha indignação.
Lá estavam alunos da escola que era dirigida pelo João. Tudo bem. Porém, uma boa parte da preocupação acumulada que levou o João a enfartar veio das dores de cabeça que tinha na escola, que fica perto do presídio de Joinville, com os marginais que lá aprontavam. Mas isso não é nada perto do asco que me causam as pessoas que durante a vida do João o fizeram preocupar-se, ou o ignoraram solenemente, e hoje estavam lá, chorando e resmungando "ele era um homem bom". Não que não fosse, mas não necessita dos lampejos de memória hipócrita dessas pessoas que não tinham o direito de estar ali.
Hipocrisia descarada ninguém merece, convenhamos. Quando cheguei em casa, abri meus blogs e nos comentários encontrei brincadeiras sem graça e comentários descabidos em várias edições, sempre da mesma pessoa. Essa pessoa, que faz questão de comentar sempre, parece que não percebe que seus comentários são completamente desnecessários, e que eu não estou disposto a ler sobre a sua normalidade linda e maravilhosa, e seus dotes de pessoa que pensa que é o que não está nem perto de ser. Se é para ter comentários assim, prefiro escrever para ninguém ler.

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